Sua atitude determina sua altitude

junho 2nd, 2008

Você costuma pensar nas coisas que você tem feito na vida e pela vida? Costuma parar para saber se o caminho que você está trilhando é o que gostaria de seguir? Está habituado a se perguntar se a sua atitude de hoje está te levando para mais próximo do ponto de chegada? Percebo, ao longo de minha vida, o quanto é surpreendente e fácil ser pego pela ilusão das nossas atividades, da nossa pressa, da correria do cotidiano, das tarefas inadiáveis, intolerância, arrogância, prepotência, exigência, impaciência, trabalho árduo de cada dia para subir a escada do ter mais sucesso, dinheiro, patrimônio, riqueza, e por aí vai.

Não vejo nada de errado nisso, desde que, é claro, você aja com consciência, competência, benevolência, sabedoria etc. O que assusta é descobrirmos que passamos boa parte de nossas vidas nos preocupando com o ter, sem dar a devida importância ao ser. Recentemente, ao terminar um seminário, fui procurado por um jovem de uns trinta anos. Em poucos minutos ele me contou sobre a sua trajetória profissional. Ele me disse que antes dos vinte anos de idade abriu uma empresa e que de lá para cá ela não parou de crescer.

O jovem me relatou que quando tiver concluído a obra de uma filial as coisas ficarão melhores ainda. Disse-me também que se tivesse um sócio ou um executivo bem preparado para ajudá-lo, estaria lucrando mais. E, finalmente, ressaltou que se tivesse mais dinheiro o seu negócio certamente seria mais próspero. Fiquei pensando nas várias investidas que aquele rapaz empreendedor me contou. Pude perceber que quase tudo que ele me disse referia-se a ter e muito pouco a ser. A partir daí, comecei a ficar mais atento com as pessoas que conversam comigo sobre vida, negócios, família, lazer etc.

A conclusão que chego é que as pessoas passam boa parte da vida em busca do ter, algo do tipo:
- se eu tivesse mais tempo…;
- se eu tivesse mais dinheiro…;
- se eu tivesse um carro…;
- se eu tivesse uma casa nova…;
- se eu tivesse um verdadeiro amigo…;
- se eu tivesse uma formação melhor…;
- se eu tivesse um chefe mais companheiro…;
- se eu tivesse uma nova oportunidade…;
- se eu tivesse como tirar férias… etc.

É impressionante como esquecemos da importância do ser para ter o que queremos. Imagine se ao invés de ficar lamentando a falta do ter, a pessoa adotasse uma postura pró-ativa em prol do ser. Daí, tomando por base os exemplos acima evidenciados, ela poderia mudar a estrutura de seu pensamento, passando a refletir de acordo com as novas formulações a seguir:
* se eu for mais organizado com relação ao tempo que disponho…;
* se eu for mais estudioso, poderei no futuro conseguir uma colocação melhor;
* se eu for morar mais próximo do meu trabalho, talvez não precise de carro;
* se eu for mais cuidadoso com meus gastos pessoais, talvez consiga trocar a minha casa atual por uma nova;
* se eu for mais atencioso com as minhas amizades…;
* se eu for mais dedicado e disciplinado nos estudos…;
* se eu for mais compreensivo, tolerante e pró-ativo, talvez possa melhorar o relacionamento com o meu chefe;
* se eu for mais persistente, atencioso e participativo, talvez surja uma nova oportunidade;
* se eu for menos centralizador e confiar mais nas pessoas, talvez seja possível tirar uns dias de férias com a família.

Tenho testemunhado muitos exemplos de pessoas que passaram boa parte da vida buscando o ter sem se darem conta de que, muitas vezes, o ser é o caminho mais curto e seguro para se ter o que deseja. Sair por aí como um trator de esteira abrindo caminho na marra, sem planejamento, cuidados adequados, respeito ao próximo, causando mágoas e ressentimentos, pode ser igual ao carpinteiro que, sobrecarregado com seus apetrechos de trabalho, sua a camisa para alcançar o último degrau de uma enorme escada só para constatar que a apoiou na parede errada.

Será que não seríamos pessoas melhores e mais felizes se nos preocupássemos mais com o ser do que com o ter? Pense nisso!

Evaldo Costa
Escritor, Consultor, Conferencista e Professor. http://www.rh.com.br/ler.php?cod=5045

 

The End

Comunicar é ser compreendido

junho 2nd, 2008
Ao contrário do que muitos pensam, uma boa comunicação não se resume a falar muito e tão pouco usar expressões que imponham altivez pelo número de sílabas ou pela entonação que impressionam que “teoricamente” podem impressionar os ouvintes. Falar bem inclui um conceito mais amplo. Segundo Moriaki Hijo, consultor de empresas e especialista em comunicação organizacional, um dos principais vícios do meio corporativo é o individualismo – que leva as pessoas a não ligarem se a outra parte está ou não entendendo a informação transmitida. Para Moriaki Hijo, que juntamente com Neusa M. Cassoni Hijo, escreveu o livro “Melhore sua comunicação no trabalho”, lançado pela Textonovo Editora, quem se comunica bem passa a impressão que não se comunica bem. Por quê? Porque seu foco está na outra pessoa, na outra ponta. “A comunicação só passa a existir quando a outra parte entende bem sua mensagem. Ninguém se lembra disso. Só que cuidar da outra ponta não é para qualquer um. Só pessoas experientes facilitam o entendimento, sabem ouvir, sabem interpretar”, afirma o escritor.Quer ler a entrevista completa?http://www.rh.com.br/ler.php?cod=4979&org=9

 

 

The End

A gente não faz amigos, reconhece-os.

maio 25th, 2008

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos…Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim… do companheirismo vivido… Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre…Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe… nos e-mails trocados…

Podemos nos telefonar… conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar… meses… anos… até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo…

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E… isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente… Quando o nosso grupo estiver incompleto… nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos…

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado… E nos perderemos no tempo…

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades…

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores… mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

Vinícius de Moraes

The End